Argumento por analogia: mais um exemplo

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O vídeo anterior é uma propaganda criada em Portugal em defesa dos direitos dos animais, ou contra a crueldade presente num esporte tradicional em alguns países, a tourada. Nela os autores usam uma analogia para mostrar a fragilidade de um tipo de argumento comumente usado para defender práticas tradicionais que envolvem crueldade.

Quando se defende o fim de práticas como a tourada em função da crueldade à qual são submetidos os animais, seus defensores alegam que essa atividade faz parte de uma tradição longa, da história, da cultura de determinado povo e que abandoná-la equivale a relegar essa história e essa cultura. A propaganda em questão nos lembra, ao comparar a (tradicional) tourada e o (também um dia usual) apedrejamento de pessoas condenadas a pena de morte, que nem sempre é bom manter viva uma tradição. Nem tudo aquilo que foi feito no passado deve continuar sendo feito. Muitos de nossos costumes devem ser abandonados, como atestam uma série de exemplos de práticas tradicionais que hoje consideramos inaceitáveis, como o apedrejamento.

Lembrando da semelhança entre duas práticas cruéis, os autores procuram fazer a audiência concluir que não deveria apoiar uma prática que é semelhante, ou análoga (daí “argumento por analogia”), a outra que hoje todos repudiam. 
 
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