Falácia naturalista | Filosofia na Escola

Falácia naturalista

A falácia naturalista está presente em discussões morais sobre o que é certo ou errado fazer. Ela ocorre quando concluímos que algo é bom por ser natural e errado por ser “antinatural”.

Exemplo:

“A homossexualidade ou evitar ter filhos ao longo da vida não é um comportamento natural. Portanto, essas práticas devem ser evitadas”.

No argumento acima, a conclusão de que a homossexualidade e não ter filhos é algo ruim é inferida a partir do fato de tais práticas são biologicamente atípicas. Sempre que em um argumento essa passagem é feita – o antinatural é errado ou o natural é certo – temos uma falácia naturalista.

O que torna esse raciocínio falacioso é fato de que, em maioria dos casos, comportamento “antinaturais” são considerados corretos. Na natureza, por exemplo, é raro a fidelidade ao cônjuge, deveríamos concluir então que os casais que passam a vida juntos estão agindo de maneira incorreta? O mesmo pode ser dito da violência, um sentimento natural presente em todo o mundo natural e humano. Se usamos a ideia de que tudo o que é natural é bom, então a violência também deveria ser considerada boa.

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