Filosofia na Escola

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Três argumentos para a existência de Deus

Por séculos, filósofos tentaram provar, com argumentos e raciocínio cuidadoso, que a existência de Deus pode ser estabelecida pela razão. Eles conseguiram? Essa é a pergunta que esta trilha vai examinar.

Três argumentos clássicos serão apresentados. O primeiro é o argumento ontológico, formulado pelo filósofo medieval Anselmo de Cantuária no século XI. Anselmo parte de uma definição: Deus é aquilo do qual nada maior pode ser pensado. A partir dessa definição, sem sair do campo das ideias, tenta mostrar que Deus necessariamente existe. O argumento gerou debates que duram até hoje.

O segundo é o argumento cosmológico, desenvolvido por Tomás de Aquino no século XIII. Aquino parte de uma observação sobre o mundo: tudo o que existe tem uma causa. Se remontarmos essa cadeia de causas, chegamos inevitavelmente a uma primeira causa, algo que existe sem ter sido causado por nada. Esse algo, argumenta Aquino, é Deus.

O terceiro é o argumento do design, formulado pelo teólogo inglês William Paley no início do século XIX. Paley observa que o mundo natural exibe uma organização complexa e funcional, o olho, o coração, as estações do ano, e argumenta que esse tipo de organização não pode ter surgido por acaso. Onde há design, há um designer.

Cada um desses argumentos será apresentado em detalhe. Mas cada um também encontrou críticos. Gaunilo e Kant responderam a Anselmo. Hume e Russell responderam a Aquino. E Hume respondeu a Paley. As críticas são tão importantes quanto os argumentos, e fazem parte da trilha.

Ao final, você terá uma visão do que cada argumento afirma, como funciona e onde encontra dificuldades. Se eles provam ou não a existência de Deus, essa é uma questão que cada leitor terá que responder por si mesmo.