Jogo das falácias

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William é formado em filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), tem especialização em docência e trabalha como professor de filosofia no ensino médio.
Última atualização setembro 2019

O jogo das falácias tem como objetivo fazer com os estudantes sejam capazes de criar e reconhecer argumentos falaciosos em discussões. Ele consiste em uma série de 24 cartas, cada uma representando e trazendo informação sobre uma falácia diferente, e pode ser jogado de maneiras diferentes.

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Abaixo há algumas possibilidades de uso em sala de aula ou outros espaços dessas cartas.

Jogo de cartas

Num grupo de até seis pessoas, cada jogador recebe aleatoriamente (como num jogo de uno ou canastra) quatro cartas de falácias. Em seguida, os jogadores viram uma carta de um segundo baralho que deve conter uma série de temas para debate. O objetivo do jogo é ficar sem nenhuma carta na mão ou o menor número possível. O jogador pode descartar uma das cartas que recebeu quando for capaz de criar uma falácia sobre o tema presente na carta da mesa. Ao final de uma rodada, um novo tema deve ser retirado.

O vencedor será aquele que conseguir largar as quatro cartas que possui ou o que tiver menos cartas quando o baralho de temas tiver acabado.

Teatro das falácias

Separe os estudantes em grupos de no mínimo três pessoas e dê a elas três cartas de falácias. Cada grupo terá que dramatizar um pequeno debate sobre um tema escolhido no qual deverá usar as falácias presentes nas cartas que receberam. É necessário que os estudantes tenham um tempo mínimo de preparação no qual devem pensar e preparar as falas da dramatização.

Mímica falaciosa

Divida a classe em alguns grupos, cada grupo com um baralho de cartas de falácias. Alternadamente, um grupo deverá fazer mímicas que representem uma falácia, enquanto outro grupo deverá tentar adivinhar de que falácia se trata. O grupo pontua quanto conseguir identificar a falácia exemplificada.

Multa da falácia

Quando alguma falácia aparecer em um debate em classe, o professor ou outros alunos podem alertar tal fato e cobrar uma “prenda” de quem a proferiu (como, por exemplo, forçar o meliante a ler a carta em voz alta para todos pedindo “perdão pelo vacilo”).