Imagem com logo do site

Questões para identificar premissas e conclusão em textos complexos

Por esses dois meios, podemos conhecer a diferença que reside entre os homens e os animais: é uma coisa bem observável o fato de não existirem homens tão alucinados nem tão estúpidos - incluindo mesmo os doentes mentais -, que não sejam capazes de juntar algumas palavras e de compor com elas um discurso pelo qual tornem compreensíveis seus pensamentos. Por outro lado, também é observável que nenhum outro animal é tão perfeito e tão bem produzido, que pudesse ser semelhante ao homem. E isso não acontece porque lhes faltam órgãos, afinal, vemos que as pegas e os papagaios podem dizer palavras tanto quanto nós, mas não podem falar como nós falamos, ou seja, falar dando uma prova de que eles pensam o que dizem. Isso não mostra somente que os animais têm menos razão do que os homens, mas que eles não têm nada parecido com uma razão.

DESCARTES, R. Discurso do método, 5~ parte, § 11. Trad. Juvenal Savian Filho, a partir da edição Gallimard (Paris, 2009) p. 41

Qual é a conclusão do texto ao acima?
A conclusão do texto é de que, assim como animais, doentes mentais não são capazes de pensar.
O texto acima defende que homens, diferente dos animais, são capazes de pensar.
O texto defende que homens são diferentes de animais porque os primeiros são capazes de falar e os últimos não.
A conclusão principal do texto é de que homens são capazes de falar e animais não.
A conclusão do texto é que os animais não são capazes de falar porque lhe faltam os órgãos adequados.

Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder à pergunta fundamental da filosofia.[…] Se eu me pergunto por que julgo que tal questão é mais premente que tal outra, respondo que é pelas ações a que ela se compromete.[…] Galileu, que sustentava uma verdade científica importante, abjurou dela com a maior tranquilidade assim que viu sua vida em perigo. Em certo sentido, fez bem. Essa verdade não valia o risco da fogueira.[…] Mas vejo, em contrapartida, que muitas pessoas morrem porque consideram que a vida não vale a pena ser vivida. Vejo outros que, paradoxalmente, deixam-se matar pelas ideias ou ilusões que lhes dão uma razão de viver […]. Julgo, então, que o sentido da vida é a mais premente das perguntas.

CAMUS, Albert. O mito de Sísifo. Rio de Janeiro: Record, 2014, p. 18.

Qual das seguintes opções melhor reflete as premissas e a conclusão do argumento de Camus no texto "O mito de Sísifo"?
Premissa: As ilusões e ideias que dão uma razão de viver são importantes para algumas pessoas. Conclusão: Devemos encontrar uma razão para viver, independentemente do que seja.
Premissa: O sentido da vida é uma pergunta sem importância. Conclusão: Não devemos nos preocupar com o sentido da vida.
Premissa: Algumas pessoas abrem mão de suas crenças ou verdades para salvar suas próprias vidas. Conclusão: O sentido da vida não é tão importante quanto a sobrevivência.
Premissa: Uma resposta para o sentido da vida muitas vezes determina se a pessoa continua ou deixa de viver. Conclusão: O sentido da vida é a pergunta mais importante da filosofia.

Ontem, em Roma, Adam Nordwell, o chefe índio da tribo Chippewa, protagonizou uma reviravolta interessante. Ao descer do avião, proveniente da Califórnia, vestido com todo o esplendor tribal, Nordwell anunciou, em nome do povo índio americano, que tomava posse da Itália “por direito de descoberta”, tal como Cristóvão Colombo fizera quando chegara à América. “Proclamo este o dia da descoberta da Itália.”, disse Nordwell. “Que direito tinha Colombo de descobrir a América quando esta já era habitada pelo seu povo há milhares de anos? O mesmo direito tenho eu agora de vir à Itália proclamar a descoberta do vosso país.

Qual das seguintes opções melhor reflete as premissas e a conclusão do argumento de Adam Nordwell, com base no texto acima?
Premissa: Os índios americanos foram os primeiros habitantes das Américas. Conclusão: Adam Nordwell tem o mesmo direito que Cristóvão Colombo teve de descobrir a América e, portanto, pode proclamar a descoberta da Itália.
Premissa: A Itália é um país com forte tradição indígena. Conclusão: Adam Nordwell tem o direito de proclamar a descoberta da Itália em nome da sua tribo.
Premissa: Adam Nordwell é um líder tribal muito respeitado. Conclusão: Ele tem o direito de proclamar a descoberta da Itália em nome da sua tribo e as autoridades italianas deveriam aceitar essa reivindicação.
Premissa: Adam Nordwell não tem o direito de proclamar a descoberta da Itália em nome da sua tribo ao descer do avião pois já é propriedade de seu povo. Conclusão: Cristóvão Colombo também não tinha o direito de proclamar a descoberta da América.

Segundo fontes históricas, Hitler teria declarado a um jornalista em 1922:

“Assim que eu realmente estiver no poder, minha primeira e mais importante tarefa será a aniquilação dos judeus. Tão logo eu tenha o poder de fazer isso, eu terei forcas construídas em fileiras – na Marienplatz em Munique, por exemplo, tantas quantas o tráfego permitir. Então os judeus serão enforcados indiscriminadamente, e eles continuarão pendurados até federem; eles ficarão pendurados lá tanto tempo quanto os princípios da higiene permitirem. Assim que eles tiverem sido desamarrados, o próximo lote será enforcado, e assim por diante da mesma maneira, até que o último judeu em Munique tiver sido exterminado. Outras cidades farão o mesmo, precisamente dessa maneira, até que toda a Alemanha tenha sido completamente limpa de judeus”.

O texto acima possui um argumento? Se sim, qual sua premissa e conclusão?
A conclusão do argumento de Hitler é de que ele irá aniquilar os judeus assim que estiver no poder e a premissa é a construção de forcas para fazer isso.
A conclusão do argumento de Hitler é “até que toda a Alemanha tenha sido completamente limpa de judeus” e a premissa é “terei forcas construídas em fileiras.”
A afirmação de Hitler não possui nenhum argumento.
A premissa do argumento de Hitler é o extermínio de Judeus e a conclusão é a construção de forcas.