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Questões sobre teorias da punição

Qual é o principal objetivo da punição, de acordo com a teoria utilitarista?
Atingir a proporcionalidade entre a gravidade do crime e a punição.
Satisfazer o desejo da sociedade por justiça.
Maximizar a felicidade e minimizar o sofrimento geral da sociedade.
Fazer o criminoso pagar pelo mal que ele causou.
Maximizar o sofrimento para o criminoso e minimizar o sofrimento para a sociedade.
Por que o utilitarismo é contra a ideia de punir simplesmente para retribuir a injustiça cometida?
Porque o utilitarismo acredita que a punição deve ser baseada em evidências empíricas e não em emoções ou instintos vingativos.
Porque o utilitarismo não se preocupa com a justiça e sim com o bem-estar geral da sociedade.
Porque o utilitarista acredita que apenas ações que contribuem para o bem-estar geral são corretas.
Porque o utilitarismo acredita que a retribuição é uma forma primitiva e ineficaz de lidar com a criminalidade.
Porque o utilitarismo acredita que a vingança pode levar a um ciclo interminável de violência.

Texto 1

"[...] acontece, porém, que toda punição constitui um ato pernicioso; toda punição constitui, em si mesma, um mal. Por conseguinte, com base no princípio da utilidade – se tal princípio tiver que ser admitido–, uma punição só pode ser admitida na medida em que abre chances no sentido de evitar um mal maior."

Texto 2

"Mesmo que se dissolvesse a sociedade civil com o assentimento de todos os seus membros (por exemplo, se um povo que habita uma ilha decidisse separar-se e espalhar-se pelo mundo inteiro), teria antes que ser executado o último assassino que se encontrasse na prisão, para que a cada um aconteça aquilo que os seus atos merecem e o sangue derramado não seja responsabilidade do povo que não exigiu este castigo: pois pode ser considerado como cúmplice desta violação pública da justiça."

O que é possível concluir dos textos acima?
O texto 1 defende a ideia de que a punição só deve ser aplicada quando benéfica para o infrator, enquanto o texto 2 defende a ideia de que a punição é necessária para a manutenção da justiça.
O texto 2 defende a pena de morte como única forma de garantir a justiça, enquanto o texto 1 argumenta que a punição só é justificável quando se busca evitar males maiores.
Ambos os textos defendem a mesma perspectiva sobre a punição, mas utilizam palavras diferentes para expressar a mesma ideia.
O texto 1 defende uma concepção retributivista da punição enquanto texto 2 se baseia nos direitos humanos para condenar a pena de morte.
Ambos os textos defendem a ideia de que a punição é um mal que deve ser evitado.
Qual a diferença entre uma teoria utilitarista e uma teoria retributivista da punição?
A teoria utilitarista da punição prioriza a reabilitação do infrator, enquanto a teoria retributivista prioriza a retribuição do mal causado pelo crime.
A teoria utilitarista da punição defende que a punição deve ser usada como um meio para alcançar um fim maior, como a manutenção da ordem social, enquanto a teoria retributivista afirma que a punição tem uma finalidade superior, como a educação da novas gerações.
A teoria utilitarista da punição se preocupa apenas em retribuir o mal causado pelo crime, enquanto a teoria retributivista considera os efeitos sociais da punição.
A teoria utilitarista da punição é baseada em ideias de justiça e equidade, enquanto a teoria retributivista se preocupa mais com a prevenção de futuros crimes.
A teoria utilitarista da punição defende que a punição deve ser proporcional ao dano causado pelo crime, enquanto a teoria retributivista argumenta que a punição deve ser proporcional à culpa do infrator.
Qual das razões abaixo Kant consideraria adequada para justificar a pena de morte em casos de assassinato?
A pena de morte é justificada porque mostra aos membros da sociedade que a vida humana é sagrada e não deve ser violada.
A pena de morte é justificada porque é uma forma de punição exemplar os crimes mais graves.
A pena de morte é justificada porque o criminoso ao cometer um assassinato está defendendo que essa ação se torne uma lei universal.
A pena de morte é justificada porque garante a segurança da sociedade ao eliminar os criminosos mais perigosos.
A pena de morte é justificada porque é uma forma infalível de prevenir a reincidência dos criminosos.

Imagine a seguinte situação: em um país governado por um regime autoritário, um grupo de pessoas se une para protestar contra a falta de liberdade e a opressão do governo. Durante o protesto, alguns manifestantes cometem atos de violência, como quebrar janelas e incendiar carros. A polícia intervém e, após identificar os responsáveis pelos atos violentos, decide aplicar a pena de morte como forma de punição.

O que Kant pensaria sobre o uso da pena de morte na situação acima?
Kant condenaria o uso da pena de morte nessa situação, pois a punição deve ser usada apenas para restaurar a ordem social, e não para retaliar ou vingar ações cometidas.
Kant seria a favor do uso da pena de morte, pois os manifestantes violaram a lei e devem ser punidos de acordo com ela.
Kant não aprovaria o uso da pena de morte caso, pois não é proporcional ao crime cometidos pelos manifestantes.
Kant se oporia ao uso da pena de morte, pois a vida humana é sagrada e não pode ser retirada como forma de punição.
Kant argumentaria que o uso da pena de morte é incompatível com a dignidade humana e que a punição adequada seria aquela que oferece aos infratores a oportunidade de se reformar e se tornar membros produtivos da sociedade.
Qual é a perspectiva filosófica que defende que a punição deve ser proporcional à gravidade do crime?
Retribucionismo
Pacifismo penal
Abolicionismo
Utilitarismo
Vingança privada
O que defende a teoria Kantiana da punição?
Que a punição é justa apenas se for baseada na retribuição, ou seja, na ideia de que o criminoso deve sofrer o mesmo mal que causou à vítima.
Que a punição deve ser aplicada de acordo com a decisão do povo, independentemente de critérios éticos.
Que a punição deve ser aplicada com base em critérios de utilidade social ou de bem-estar social.
Que a punição deve ser evitada sempre que possível, a menos que seja necessária para proteger a liberdade e a dignidade humana.
Que a punição é justa apenas se for baseada na reabilitação do criminoso.