Imagem com logo do site

Questões sobre teorias da punição

Por que Kant defende que a pena de morte é uma punição adequada, em princípio, para o assassinato?
A pena de morte é uma punição que tem um "efeito exemplar", ou seja, é uma forma de dissuadir outros de cometer crimes semelhantes.
A pena de morte é necessária para proteger a sociedade de indivíduos perigosos, especialmente aqueles que cometeram crimes graves como assassinato.
A pena de morte é necessária para proteger a sociedade de indivíduos perigosos, afastando das ruas os violadores das leis de modo a prevenir novos crimes.
A pena de morte é uma forma de restabelecer a ordem social e a segurança jurídica, garantindo que os indivíduos respeitem as leis e os direitos dos outros.
A pena de morte é uma forma de "retribuição justa" para um crime, ou seja, a pessoa que cometeu o crime merece receber uma punição equivalente ao dano causado.
Qual das razões abaixo Kant consideraria adequada para justificar a pena de morte em casos de assassinato?
A pena de morte é justificada porque garante a segurança da sociedade ao eliminar os criminosos mais perigosos.
A pena de morte é justificada porque o criminoso ao cometer um assassinato está defendendo que essa ação se torne uma lei universal.
A pena de morte é justificada porque mostra aos membros da sociedade que a vida humana é sagrada e não deve ser violada.
A pena de morte é justificada porque é uma forma de punição exemplar os crimes mais graves.
A pena de morte é justificada porque é uma forma infalível de prevenir a reincidência dos criminosos.
Qual das seguintes afirmações descreve a justificativa para a punição de crimes de acordo com a teoria utilitarista?
A punição é necessária para retribuir o dano causado pela ofensa.
A punição é justificada por sua capacidade de vingar a injustiça cometida.
A punição é necessária na medida em que promova mais bem-estar do que sofrimento para a sociedade em geral.
A punição só se justifica na medida em que trosser bem-estar para o criminoso.
Qual é a perspectiva filosófica que defende que a punição deve ser proporcional à gravidade do crime?
Abolicionismo
Retribucionismo
Pacifismo penal
Vingança privada
Utilitarismo
Por que Kant acredita que a visão utilitarista da punição viola a dignidade humana?
Porque a visão utilitarista da punição trata criminosos e não criminosos de forma igualitária.
Porque a visão utilitarista da punição permite que inocentes sejam punidos se isso beneficiar a sociedade como um todo.
Porque a visão utilitarista da punição trata os criminosos como meros meios para um fim social.
Porque a visão utilitarista da punição considera apenas as consequências da punição e não a culpa do criminoso.
Porque a visão utilitarista da punição enfatiza a prevenção geral em detrimento da prevenção especial.
Qual a diferença entre uma teoria utilitarista e uma teoria retributivista da punição?
A teoria utilitarista da punição é baseada em ideias de justiça e equidade, enquanto a teoria retributivista se preocupa mais com a prevenção de futuros crimes.
A teoria utilitarista da punição defende que a punição deve ser proporcional ao dano causado pelo crime, enquanto a teoria retributivista argumenta que a punição deve ser proporcional à culpa do infrator.
A teoria utilitarista da punição se preocupa apenas em retribuir o mal causado pelo crime, enquanto a teoria retributivista considera os efeitos sociais da punição.
A teoria utilitarista da punição prioriza a reabilitação do infrator, enquanto a teoria retributivista prioriza a retribuição do mal causado pelo crime.
A teoria utilitarista da punição defende que a punição deve ser usada como um meio para alcançar um fim maior, como a manutenção da ordem social, enquanto a teoria retributivista afirma que a punição tem uma finalidade superior, como a educação da novas gerações.

Texto 1

"[...] acontece, porém, que toda punição constitui um ato pernicioso; toda punição constitui, em si mesma, um mal. Por conseguinte, com base no princípio da utilidade – se tal princípio tiver que ser admitido–, uma punição só pode ser admitida na medida em que abre chances no sentido de evitar um mal maior."

Texto 2

"Mesmo que se dissolvesse a sociedade civil com o assentimento de todos os seus membros (por exemplo, se um povo que habita uma ilha decidisse separar-se e espalhar-se pelo mundo inteiro), teria antes que ser executado o último assassino que se encontrasse na prisão, para que a cada um aconteça aquilo que os seus atos merecem e o sangue derramado não seja responsabilidade do povo que não exigiu este castigo: pois pode ser considerado como cúmplice desta violação pública da justiça."

O que é possível concluir dos textos acima?
Ambos os textos defendem a mesma perspectiva sobre a punição, mas utilizam palavras diferentes para expressar a mesma ideia.
O texto 1 defende uma concepção retributivista da punição enquanto texto 2 se baseia nos direitos humanos para condenar a pena de morte.
Ambos os textos defendem a ideia de que a punição é um mal que deve ser evitado.
O texto 1 defende a ideia de que a punição só deve ser aplicada quando benéfica para o infrator, enquanto o texto 2 defende a ideia de que a punição é necessária para a manutenção da justiça.
O texto 2 defende a pena de morte como única forma de garantir a justiça, enquanto o texto 1 argumenta que a punição só é justificável quando se busca evitar males maiores.
Por que a fórmula do fim em si do imperativo categórico proíbe a punição para fins sociais?
Porque a punição para fins sociais não é uma maneira eficaz de dissuadir outras pessoas de cometerem crimes semelhantes.
Porque a fórmula do fim em si afirma que a punição deve ser aplicada de forma arbitrária e injusta, e punir alguém para fins sociais violaria esse princípio.
Porque a fórmula do fim em si afirma que devemos tratar as pessoas como seres racionais e autônomos, e punir alguém para fins sociais é tratar essa pessoa como um objeto.
Porque a a fórmula do fim em si é neutra em relação à punição, permitindo que se puna para qualquer finalidade desejada.
Porque a fórmula do fim em si afirma que só podemos tratar as pessoas como meios em situações onde claramente a vida de alguém está em risco.