Silogismo | Filosofia na Escola

Silogismo

Inicialmente, é possível dizer que um silogismo é um tipo de argumento dedutivo que possui duas premissas e uma conclusão. Esse tipo de argumento é o principal componente da lógica aristotélica. O exemplo abaixo é um silogismo:

Todo fantasma é mortal

Gil é um fantasma

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Portanto, Gil é mortal

Um silogismo como esse também é chamado de silogismo categórico, porque as duas premissas e a conclusão são proposições categóricas.

Cada termo de um silogismo categórico tem um nome específico dependendo da posição que ocupa no argumento. Um é o termo maior, que se refere ao predicado da conclusão; outro e o termo menor, que é sujeito da conclusão; e, por fim, temos o termo médio, que é o termo que está presente nas duas premissas, mas não na conclusão.

Então, se formos aplicar essa terminologia ao exemplo anterior, chegamos ao seguinte resultado:

Todo fantasma (termo médio) é mortal (termo maior)

Gil (termo menor) é um fantasma (termo médio)

Portanto, Gil (termo menor) é mortal (termo maior)

Cada premissa de um silogismo categórico também tem um nome. A premissa maior, como o nome sugere, é aquela que tem o termo maior e a premissa menor é aquela que possui o termo menor.

Assim, usando o exemplo anterior

Todo fantasma é mortal (premissa maior)

Gil é um fantasma (premissa menor)

Portanto, Gil é mortal

Esse é um exemplo de silogismo em suma forma típica. Essa é um padrão simplificado que facilita identificar se é válido ou não.

A forma típica de um silogismo categórico tem as seguintes características:

  1. todas as três proposições que o compõe são proposições categóricas, ou seja, possuem quantificador, termo sujeito, termo predicado e cópula;
  2. os termos não mudam de sentido ao longo do argumento; se a palavra “manga” é usada para se referir à fruta na premissa, não pode ser usada para se referir a manga de camisa na conclusão.
  3. a premissa maior vem primeiro, a menor depois e a conclusão é a última.

O primeiro exemplo apresentado de silogismo está na forma típica, já o exemplo abaixo não:

Todas as aquarelas são pinturas.

Algumas aquarelas são obras-primas.

Portanto, algumas pinturas são obras-primas.

Nesse caso, a premissa menor vem primeiro e a maior depois, de modo que não é um silogismo em sua forma típica. Seria necessário inverter a ordem das premissas para que se torne um.

Agora é possível oferecer uma definição bastante exata do que é um silogismo: silogismo é um argumento dedutivo, composto de três proposições categóricas que pode ser colocado em uma forma típica.

Modo e figura de um silogismo

A validade de um silogismo é determinada pelo seu modo ou figura.

O modo do silogismo categórico corresponde às letras de cada uma de suas proposições. A primeira letra se refere à premissa maior, a segunda à premissa menor e a terceira à conclusão.

Considere o exemplo abaixo:

Todos os seres racionais são mortais (A)

Todos os filósofos são seres racionais (A)

Logo, todos os filósofos são mortais (A)

O modo do silogismo acima é AAA, pois é formado por três proposições categóricas universais afirmativas, cujo nome é A.

A figura de um silogismo é definida pela posição do termo médio nas premissas. Existem quatro figuras possíveis:

figuras do silogismo

Considere o exemplo abaixo:

Nenhum pintor é escultor.

Alguns escultores são artistas.

Portanto, alguns artistas não são pintores.

O modo desse silogismo é EIO e a figura é quatro, que se escreve assim: EIO-4. Ao identificar o modo e a figura de um silogismo, temos uma descrição completa de sua forma, de modo que com essas informações é possível identificar se é válido ou não consultando uma tabela de silogismos válidos.

Tabela de silogismos válidos

Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4
AAA EAE IAI AEE
EAE AEE AII IAI
AII EIO OAO EIO
EIO AOO EIO AEO
AII AEO AAI EAO
EAO EAO EAO AAI

Ao todo, existem duzentas e cinquenta e seis formas de silogismo, e dessas, apenas a lista acima são formas válidas.

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