Questões de filosofia ENEM 2015 2° aplicação

Questões de filosofia ENEM 2015 2° aplicação

Questão 1 (ENEM 2015 2° aplicação)

TEXTO I

A melhor banda de todos os tempos da última semana
O melhor disco brasileiro de música americana
O melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado
O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos
Não importa contradição
O que importa é televisão
Dizem que não há nada que você não se acostume
Cala a boca e aumenta o volume então.

MELLO, B.; BRITTO, S. A melhor banda de todos os tempos da última semana. São Paulo: Abril Music, 2001 (fragmento).

TEXTO II

O fetichismo na música e a regressão da audição

Aldous Huxley levantou em um de seus ensaios a seguinte pergunta: quem ainda se diverte realmente hoje num lugar de diversão? Com o mesmo direito poder-se-ia perguntar: para quem a música de entretenimento serve ainda como entretenimento? Ao invés de entreter, parece que tal música contribui ainda mais para o emudecimento dos homens, para a morte da linguagem como expressão, para a incapacidade de comunicação.

ADORNO, T. Textos escolhidos. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

A aproximação entre a letra da canção e a crítica de Adorno indica o(a)
lado efêmero e restritivo da indústria cultural.
Resposta certa!
baixa renovação da indústria de entretenimento.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
influência da música americana na cultura brasileira.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
fusão entre elementos da indústria cultural e da cultura popular.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
declínio da forma musical em prol de outros meios de entretenimento.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

Questão 2 (ENEM 2015 2° aplicação)

Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma natureza não criada por Deus, o Sumo Bem, quisessem admitir que essas considerações estão certas, deixariam de proferir tantas blasfêmias, como a de atribuir a Deus tanto a autoria dos bens quanto dos males. Pois sendo Ele fonte suprema da Bondade, nunca poderia ter criado aquilo que é contrário à sua natureza.

AGOSTINHO. A natureza do Bem. Rio de Janeiro: Sétimo Selo, 2005 (adaptado).

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque:
por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
Resposta certa!
o surgimento do mal é anterior à existência de Deus
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
o mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

Questão 3 (ENEM 2015 2° aplicação)

A utilidade do escravo é semelhante à do animal. Ambos prestam serviços corporais para atender às necessidades da vida. A natureza faz o corpo do escravo e do homem livre de forma diferente. O escravo tem corpo forte, adaptado naturalmente ao trabalho servil. Já o homem livre tem corpo ereto, inadequado ao trabalho braçal, porém apto à vida do cidadão.

ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985.

O trabalho braçal é considerado, na filosofia aristotélica, como:
atividade que exige força física e uso limitado da racionalidade.
Resposta certa!
indicador da imagem do homem no estado de natureza.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
condição necessária para a realização da virtude humana.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
referencial que o homem deve seguir para viver uma vida ativa.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
mecanismo de aperfeiçoamento do trabalho por meio da experiência.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

Questão 4 (ENEM 2015 2° aplicação)

O filósofo Auguste Comte (1798 – 1857) preenche sua doutrina com uma imagem do progresso social na qual se conjugam ciência e política deve assumir o aspecto de uma ação científica e a política deve ser estudada de maneira científica (a física social). Desde que a Revolução francesa favoreceu a integração do povo na vida social, o positivismo obstina-se no programa de uma comunidade pacífica. E o Estado, instituição do “reino absoluto da lei”, é a garantia da ordem que impede o retorno potencial das revoluções e engendra o progresso.

RUBY, C. Introdução à filosofia política. São Paulo: Unesp, 1998 (adaptado).

A característica do Estado positivo que lhe permite garantir não só a ordem, como também o desejado progresso das nações, é ser
elemento unificador, organizando e reprimindo, se necessário, as ações dos membros da comunidade.
Resposta certa!
espaço coletivo, onde as carências e desejos da população se realizam por meio das leis.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
produto científico da física social, transcendendo e transformando as exigências da realidade.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
programa necessário, tal como a Revolução Francesa, devendo portanto se manter aberto a novas insurreições.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
agente repressor, tendo um papel importante a cada revolução, por impor pelo menos um curto período de ordem.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

Questão 5 (ENEM 2015 2° aplicação)

Após ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito.

DESCARTES, R. Meditações. Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

A proposição “eu sou, eu existo” corresponde a um dos momentos mais importantes na ruptura da filosofia do século XVII com os padrões da reflexão medieval, por:
estabelecer um princípio indubitável para o conhecimento.
Resposta certa!
estabelecer o ceticismo como opção legítima.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
utilizar silogismos linguísticos como prova ontológica.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
inaugurar a posição teórica conhecida como empirismo.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
questionar a relação entre a filosofia e o tema da existência de Deus.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

Questão 6 (ENEM 2015 2° aplicação)

Na sociedade democrática, as opiniões de cada um não são fortalezas ou castelos para que neles nos encerremos como forma de autoafirmação pessoal. Não só temos de ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações, como também devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões. A partir dessa perspectiva, a verdade buscada é sempre um resultado, não ponto de partida: e essa busca inclui a conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia.

SAVATER, F. As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001 (adaptado).

A ideia de democracia presente no texto, baseada na concepção de Habermas acerca do discurso, defende que a verdade é um(a)
construção da atividade racional de comunicação entre os indivíduos, cujo resultado é um consenso.
Resposta certa!
alvo objetivo alcançável por cada pessoa, como agente racional autônomo.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
critério acima dos homens, de acordo com o qual podemos julgar quais opiniões são as melhores.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
produto da razão, que todo indivíduo traz latente desde o nascimento, mas que só se firma no processo latente educativo.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
resultado que se encontra mais desenvolvido nos espíritos elevados, a quem cabe a tarefa de convencer os outros.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

Questão 7 (ENEM 2015 2° aplicação)

A pura lealdade na amizade, embora até o presente não tenha existido nenhum amigo leal, é imposta a todo homem, essencialmente, pelo fato de tal dever estar implicado como dever em geral, anteriormente a toda experiência, na ideia de uma razão que determina a vontade segundo princípios a priori.

KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Barcarolla, 2009.

A passagem citada expõe um pensamento caracterizado pela:
recusa em fundamentar a moral pela experiência.
Resposta certa!
eficácia prática da razão empírica.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
transvaloração dos valores judaico-cristãos.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
comparação da ética a uma ciência de rigor matemático.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
importância dos valores democráticos nas relações de amizade.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

Questão 8 (ENEM 2015 2° aplicação)

Suponha homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, cuja entrada, aberta à luz, se estende sobre todo o comprimento da fachada; eles estão lá desde a infância, as pernas e o pescoço presos por correntes, de tal sorte que não podem trocar de lugar e só podem olhar para frente, pois os grilhões os impedem de voltar a cabeça; a luz de uma fogueira acesa ao longe, numa elevada do terreno, brilha por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros, há um caminho ascendente; ao longo do caminho, imagine um pequeno muro, semelhante aos tapumes que os manipuladores de marionetes armam entre eles e o público e sobre os quais exibem seus prestígios.

PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2007.

Essa narrativa de Platão é uma importante manifestação cultural do pensamento grego antigo, cuja ideia central, do ponto de vista filosófico, evidencia o (a)
teoria do conhecimento, expondo a passagem do mundo ilusório para o mundo das ideias.
Resposta certa!
caráter antropológico, descrevendo as origens do homem primitivo.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
sistema penal da época, criticando o sistema carcerário da sociedade ateniense.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
vida cultural e artística, expressa por dramaturgos trágicos e cômicos gregos.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
sistema político elitista, provindo do surgimento da pólis e da democracia ateniense.
Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.
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