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Textos com explicações acessíveis de conceitos filosóficos
Para John Stuart Mill, a liberdade só pode ser restringida para evitar danos a outros; ela é essencial porque permite que cada pessoa desenvolva sua individualidade, inclusive ao decidir sobre a eutanásia voluntária.
Há eutanásia passiva, em que se interrompe tratamentos; ativa, com ação para abreviar a vida; voluntária, quando o paciente pede; e não voluntária, decidida pela família quando o paciente não pode manifestar vontade.
Melhoramento genético busca aprimorar traços naturais sem doença, alterando o código genético para aumentar capacidades; é diferente do tratamento genético, que corrige deficiências ou doenças existentes.
Avanços em genética podem prevenir doenças e, ao mesmo tempo, permitir selecionar ou alterar embriões e genes para “melhorar” traços humanos — o que levanta dilemas morais e legais sobre até onde ir.
O melhoramento genético é defendido por ampliar autonomia, curar doenças e melhorar capacidades, mas criticado por restringir o futuro aberto das crianças, criar desigualdade e afetar a agência humana.
O argumento cosmológico afirma que, como tudo parece ter causas, não pode haver uma regressão infinita; logo deve existir uma primeira causa do universo, frequentemente identificada com Deus.
O argumento do desígnio sustenta que a ordem do universo sugere um projetista; porém, suas premissas são contestáveis, pois a “ordem sem ordenador” pode ter outras explicações.
A aposta de Pascal propõe que se deve acreditar na existência de Deus por cálculo de custo-benefício.
A teodiceia discute como a existência do mal desafia a ideia de um Deus onipotente e benevolente, e apresenta o livre-arbítrio como possível resposta.
O argumento da experiência pessoal afirma que sentir Deus prova sua existência, mas relatos desse tipo variam, podem ter causas psicológicas e nem por isso se tornam evidência confiável para todos.
O argumento da moralidade diz que uma consciência moral universal e estável só se explica com Deus e moral objetiva; porém, diferenças culturais e explicações evolucionistas enfraquecem essa conclusão.
A ideia do “Grande Experimento da Prece” testa, com metodologia duplo-cega, se orações por doentes aceleram curas; estudos como os de Galton e Stannard não encontram efeito mensurável.