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Trechos de livros clássicos de filosofia com explicações para auxiliar a compreensão de seu significado
Para Aristóteles, as virtudes morais nascem do hábito: não são inatas, mas a natureza nos dá a capacidade de recebê-las, aperfeiçoada pela prática repetida de ações virtuosas.
Descartes aplica a dúvida metódica para rejeitar crenças incertas, inclusive as sensoriais e matemáticas, usando a hipótese do gênio maligno para buscar certezas indubitáveis.
Descartes aplica a dúvida metódica até encontrar uma certeza indubitável: mesmo duvidando de tudo, o ato de pensar confirma sua existência como substância pensante.
Descartes formula um método baseado na dúvida e no raciocínio rigoroso, guiado por quatro regras para garantir evidência, decomposição, ordem do pensamento e enumeração completa.
Descartes, para não paralisar pela dúvida, adota uma moral provisória: seguir leis e costumes, decidir com firmeza e, ao mesmo tempo, aceitar o que não depende de nós, desejando apenas o possível.
Bertrand Russell, em "Por que não sou cristão", questiona a Causa Primordial, argumento que defende que Deus é a origem de tudo. Inspirado por John Stuart Mill, Russell desafia a ideia de que tudo deve ter uma causa e sugere que o universo pode ter existido sem uma origem determinada.
Mill defende que a sociedade só pode restringir a liberdade individual para impedir dano a terceiros; o bem próprio não autoriza coerção, e a liberdade de expressão é essencial ao progresso social.
Clifford defende que é eticamente errado formar crenças sem evidências adequadas, pois a negligência investigativa pode causar danos graves aos outros, como no caso do armador que confia sem inspeção.
Para Aristóteles, o desejo inato de saber nasce do assombro: as sensações, sobretudo a visão, geram prazer e conhecimento, levando da admiração do simples às perguntas sobre o universo.
O mito do Anel de Giges mostra como a impunidade da invisibilidade testaria se a justiça é escolha ou necessidade, revelando que, sem punição, o justo poderia agir como o injusto.
Thomas Paine afirma que a propriedade privada da terra cria pobreza e desigualdade, propondo uma compensação via renda básica financiada por imposto sobre o uso da terra.
Para Popper, a filosofia grega não substitui mitos por ciência: ela inaugura uma atitude crítica, em que a tradição passa a duvidar, questionar e testar teorias, como mostram as divergências entre mestres e discípulos.