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Trechos de livros clássicos de filosofia com explicações para auxiliar a compreensão de seu significado
Ayer critica o dualismo mente-corpo ao mostrar que a ligação entre cérebro e experiências subjetivas não é um mistério empírico, mas um problema de conceitos: mente e corpo são modos de descrever o mesmo fenômeno.
Locke justifica a propriedade privada dizendo que, embora a terra seja comum, o trabalho individual transforma recursos naturais em posse pessoal, respeitando limites para não desperdiçar nem faltar ao bem comum.
Margaret Mead mostra, em três sociedades tribais, que traços atribuídos como masculinos ou femininos variam conforme o condicionamento cultural, não como determinação biológica.
O mito da caverna de Platão narra prisioneiros que tomam sombras por realidade e, ao serem libertos, descobrem a luz e o conhecimento verdadeiro, defendendo a educação filosófica.
Bentham defende que direitos e consideração moral dependem da capacidade de sofrer, não de fala, razão ou características físicas, ampliando a ética para incluir igualmente os animais sencientes.
Górgias defende Helena: a persuasão do discurso pode “forçar” a alma sem necessidade, tornando-a infeliz e não culpada, pois as palavras enfeitiçam e corrompem.
Rousseau critica a ideia de que alguns nascem para mandar e outros para obedecer, defendendo que a família é o modelo natural e que o Estado só é legítimo quando preserva a liberdade e igualdade.
O mito de Protágoras narra que Epimeteu falha ao distribuir recursos aos seres humanos, e Prometeu os salva com fogo e artes; depois Zeus envia Hermes para ensinar justiça a todos.
Em O Banquete, Platão descreve o amor (Eros) como desejo do belo e do bem, nascido da falta, que conduz a alma por uma ascensão até contemplar a Forma do Belo.
Aristóteles mostra que emoções alteram julgamentos e decisões, e que a ética depende de disposições virtuosas que moderam paixões, evitando excessos e faltas.
Descartes distingue ação e paixão para explicar como objetos externos afetam a mente pelo corpo, classificando paixões como admiração, amor e tristeza e propondo um remédio racional contra seus excessos.
Rousseau explica que, para preservar liberdade e bens, os indivíduos firmam um contrato social que cria um corpo coletivo e uma vontade geral, transformando todos em soberanos.