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Trechos de livros clássicos de filosofia com explicações para auxiliar a compreensão de seu significado
Ser rico, para Sêneca, é ser autossuficiente: não depender de bens e desejos externos, mas satisfazer o essencial das necessidades naturais, pois isso elimina o sofrimento.
Mill defende que a soberania deve pertencer à comunidade, com participação ativa dos cidadãos, pois isso melhora a administração pública e desenvolve capacidades morais e intelectuais, elevando o caráter nacional.
Beauvoir defende que “não se nasce mulher”: a identidade feminina é produzida socialmente, pela educação e pelas normas culturais, e não por um destino biológico.
Foucault mostra que, na Grécia Antiga, não havia categorias fixas como homossexualidade/heterossexualidade; a moralidade focava a temperança e o domínio dos prazeres, não o sexo do objeto desejado.
Stace defende que ações livres e não-livres têm causas, mas as livres nascem de estados psicológicos internos (desejos e motivações), enquanto as não-livres resultam de forças externas.
O existencialismo afirma que a existência vem antes da essência: sem natureza humana predeterminada, cada pessoa se define por escolhas, assumindo liberdade e responsabilidade.
Max Shulman contrapõe um narrador frio e racional ao drama cômico do amigo, que sofre por uma mania universitária—mostrando como “razão” e desejos podem se chocar.
A origem e o fim de todas as coisas dependem de duas forças opostas: o Amor agrega e une os elementos, e a Discórdia os separa e dispersa, num ciclo contínuo de transformação.
Descartes usa o exemplo da cera para mostrar que as propriedades sensíveis mudam, mas a compreensão verdadeira do objeto depende do intelecto, pela percepção clara e distinta.
Locke defende que não há ideias inatas: todo conhecimento nasce da experiência, via sensação (mundo externo) e reflexão (operações internas da mente).
Montesquieu defende que a liberdade política depende da separação e do balanceamento dos poderes, para que o poder seja “freio” do poder e evite abusos e tirania.
No diálogo, Trasímaco define justiça como interesse do mais forte; Sócrates questiona essa ideia e conduz à noção de que governar é cuidar do bem dos súditos, não do próprio egoísmo.