Conhecimento a priori e a posteriori | Filosofia na Escola

Conhecimento a priori e a posteriori

Conhecimento a priori é o conhecimento que é justificado independentemente de (ou antes de) experiência. Se afirmo que “todos os solteiros são não-casados”, não preciso observar uma por uma as pessoas solteiras e verificar se não estão casadas. Ou seja, não preciso recorrer à observação para saber se a afirmação é verdadeira ou falsa. Basta uma análise de conceitos.

Conhecimento a posteriori (posterior a), por outro lado, é aquele baseado  na experiência ou na observação. Se afirmo que “todos os solteiros são infelizes” não basta uma simples análise do significado das palavras para descobrir se a afirmação é verdadeira ou falsa. É necessário observar o mundo para verificar se de fato tenho ou não razão. Por isso se diz que é um conhecimento posterior à experiência.

Em resumo:

  • conhecimento a priori: aquele que não depende da experiência;
  • conhecimento a posteriori: aquele que depende da experiência.

Embora o exemplo apresentado acima de conhecimento a priori seja uma afirmação trivial, nem todo conhecimento dessa natureza tem essa mesma característica. Pense na matemática. A afirmação “2 + 2 = 4” é verdadeira a priori. Ou seja, não precisamos da experiência para saber se isso é verdade ou não. Tudo o que envolve matemática, seus teoremas, a geometria, a lógica é conhecimento a priori, e, no entanto, tem grande valor.

Por outro lado, as ciências, como a física, a biologia, a psicologia são conhecimentos a posteriori. Isso quer dizer que elas dependem da experiência para saber se suas teorias são verdadeiras ou não. Se um matemático pode fazer seu trabalho sentado em sua sala, com um caderno em mãos, o mesmo não pode o cientista. Para verificar suas teorias depende da experiência e, portanto, tem que o observar o mundo, fazer pesquisa, experimento, para saber se tem ou não razão.

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