Plano de aula sobre ética

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William é formado em filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), tem especialização em docência e trabalha como professor de filosofia no ensino médio.
dezembro 2019 - 3 min de leitura

Essa é uma aula de introdução à ética e faz parte de uma sequência que inclui aulas sobre o utilitarismo e a ética kantiana.

Essa primeira aula tem como função apresentar os problemas que motiva a criação de teorias morais e explorar como os estudantes raciocinam sobre esses problemas.

Critérios de escolha

Inicie a aula fazendo algumas questões amenas sobre que critérios os estudantes usam para fazerem escolhas em diferentes situações em suas vidas, como o trabalho, amigos, namorados etc.

O objetivo dessas questões iniciais é fazer com que percebam que, em diferentes situações de nossas vidas, pesamos diferentes critérios para tomar decisões.

O próximo passo é perceber que fazemos isso também quando tomamos decisões morais.

Critérios de escolha moral

Apresente um dilema moral ou caso envolvendo uma escolha moral difícil. O dilema do trem ou o caso de Tracy Latimer (a história está disponível no primeiro capítulo do livro Elementos de Filosofia Moral, disponível nas referências ao final desse texto) são boas opções.

Depois de contar a história, peça para que os alunos apresentem uma série de critérios que os fazem, por um lado, pensar que a ação é correta e, por outro, que é incorreta.

Geralmente os critérios apresentados estão relacionados a valores como direito à vida, liberdade de escolha, sofrimento desnecessário, bem-estar.

É interessante fazer esse exercício com mais de uma história para que os estudantes percebam que os critérios básicos que usam para avaliar ações de um ponto de vista moral não são muitos e estão presentes nas mais diferentes situações.

Porm fim, chame a atenção para algumas conclusões que podem ser tiradas do exercício:

  • Usamos um número relativamente pequeno de valores morais para avaliar ações.
  • As divergências morais estão relacionadas ao fato de que pessoas diferentes dão mais importância a um valor ou outro na avaliação de uma ação específica.
  • Posturas egoístas, como “fazer o que é melhor para mim” não são aceitos como valores morais. Esses geralmente são impessoais.
  • Portanto, assim como há divergência, há um grande consenso moral.

Conclusão

Essa aula pretende ser o ponto de partida de uma série sobre teorias morais. Então, para concluir, deixe a turma com dois problemas que serão explorados nas próximas aulas:

  • Qual dos valores morais apresentados é o mais importante e deveria prevalecer numa situação de conflito de valores?
  • Por que um desses valores é mais importante que outro?

Referências

Sandel, Michael. Justiça: O que é fazer a coisa certa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

Rachel, James. Elemento de filosofia moral. AMGH: Porto Alegre, 2013.

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