Falácias formais | Filosofia na Escola

Falácias formais

Falácias formais são aquelas que podem ser identificadas através da análise da forma lógica de um argumento. As falácias formais são encontradas apenas em argumentos dedutivos com formas identificáveis. Uma das coisas que fazem esses argumentos parecer razoáveis é o fato de que eles se parecem com argumentos logicamente válidos.

Afirmação do consequente

Afirmar o consequente é uma falácia formal que ocorre quando se conclui de uma declaração condicional verdadeira o seu contrário.

Se Mariana estudar muito, entrará na universidade.

Mariana entrou na universidade.

Portanto, Mariana estudou muito.

Esse argumento é falacioso porque mesmo que as premissas sejam verdadeiras, a conclusão pode ser falsa. Supondo que Mariana tenha entrado na universidade, não podemos concluir disso que tenha estudado muito. Ela pode ter colado na prova, tido sorte, ter poucos candidatos concorrentes etc.

A forma lógica desse argumento é a seguinte:

Se P, então Q.

Q é verdadeiro.

Então P é verdadeiro.

O que torna esse argumento convincente muitas vezes é sua semelhança com uma forma dedutivamente válida chamada de modus ponens. A forma lógica desse argumento é a seguinte:

Se P, então Q.

P é verdadeiro.

Então Q é verdadeiro.

Se chover, o chão ficará molhado.

Choveu.

O chão ficou molhado.

Negação do antecedente

A falácia negação do antecedente ocorre quando se confunde condição suficiente com necessária.

Se João ganhar na Mega-Sena, se tornará rico.

João não ganhou na Mega-Sena.

Portanto João não se tornará rico.

Esse argumento é falacioso porque ganhar na Mega-Sena é uma condição suficiente, mas não necessária para ficar rico. Uma pessoa pode ficar rica de outras maneiras (inclusive ganhando em outra loteria). Portanto, é uma falácia concluir que, pelo fato de não ter ganho na Mega-Sena, João não ficará rico.

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