Tu quoque | Filosofia na Escola

Tu quoque

tu quoque

A falácia tu quoque ou “você também” tenta mostrar que o argumento é falho ao apontar que aquele que está argumentando não está agindo de forma consistente com a conclusão do argumento. Essa falácia ocorre quando alguém cobra do outro com hipocrisia ou inconsistência, a fim de evitar levar a sério a posição contrária.

Forma Lógica

A pessoa 1 está afirmando que Y é verdadeiro, mas a pessoa 1 está agindo como se Y não fosse verdade.

Portanto, Y não deve ser verdade.

Exemplos de tu quoque

Primeiro exemplo

Maria: Você não deveria estar comendo isso… foi provado cientificamente que comer hambúrgueres gordurosos não é bom para a saúde.

João: Você come hambúrgueres gordurosos o tempo todo, então isso não pode ser verdade.

Não importa (para o fato de a conclusão ser verdadeira ou não) se Maria segue seu próprio conselho ou não. Embora possa parecer que a razão pela qual ela não segue seu próprio conselho é que ela não acredita que seja verdade, também pode ser que esses hambúrgueres sejam irresistíveis demais.

Segundo exemplo

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Mãe: Você deveria parar de fumar. É prejudicial à sua saúde.

Filha: Por que eu deveria ouvir você? Você começou a fumar quando tinha 16 anos!

Neste exemplo, a filha comete a falácia tu quoque. Ela rejeita o argumento de sua mãe porque acredita que sua mãe está falando de maneira hipócrita. Enquanto a mãe pode de fato ser inconsistentes, isso não invalida a conclusão de que o cigarro é prejudicial à saúde.

Referências e leitura adicional

Para conhecer mais, veja nossa lista de falácias com dezenas de textos didáticos abordando esse tema. Para uma análise mais aprofunda, sugerimos a leitura de Lógica Informal, um livro de Douglas Walton. Esse é o livro mais abrangente em português sobre o assunto.

Douglas Walton. Lógica Informal: manual de argumentação crítica. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2012.

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